setembro 27, 2003

D. Afonso Henriques (4ª parte)

Tomando Santarém aos Mouros por surpresa em 15 de Março de 1147 e Lisboa aos 28 de Junho do mesmo ano, D. Afonso Henriques afirmou acentuadamente as suas tendências de guerreiro intrépido e vinculou definitivamente, como pertenças dos Estados a que presidia, todo o território que ficava ao norte do Tejo, - enquanto nas vastas planícies de Alentejo se praticavam heróicos feitos de atrevidos fronteiros, já tomando Fernão Gonçalves a praça de Beja em 1162, já apoderando-se de Évora em 1166 o célebre Gerlado-sem-pavor.
Por outro Lado o rei D. Afonso mostrava-se hábil político e defensor estrénuo dos seus direitos, aproveitando a influência do clero, mas sabendo-lhe conter as pretensões nos seus justos limites, - fundando e dotando generosamente os mosteiros de Alcobaça e de Santa Cruz de Coimbra, de Tarouca e de S. Vicente de Fora, mas opondo-se tenazmente à ingerência da cúria romana nos negócios da administração governativa.
Casado com D. Mafalda (filha de Amadeu III, conde de Mauriana e de Saboya), D. Afonso Henriques, que houve de sua esposa vários filhos e filhas, contava 74 anos de idade, quando aos 5 de Dezembro de 1185 veio a falecer em Coimbra (onde três séculos depois el-rei D. Manuel lhe mandou erguer sumptuoso mausoléu na capela mór da igreja de Santa Cruz), e deixou por herdeiro da coroa seu filho D. Sancho.

Publicado por xoao em setembro 27, 2003 06:47 AM
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