novembro 14, 2003

D. João III (2ª parte)

E todavia ainda os nossos navegadores prosseguiam incansáveis na tarefa de devassar as regiões ignotas da Ásia até aos confins do Extremo Oriente, coadjuvados pelos missionários entre os quais toma lugar excepcional e conspícuo o padre S. Francisco Xavier. Data de 1557 o estabelecimento dos portugueses em Macau; mas já muitos anos antes havíamos tomado pessoal conhecimento com a China e com as ilhas do Japão.
A par disto, porém, Portugal ia pouco a pouco abandonando aos Mouros de África algumas das praças que ali tanto sangue haviam custado em tempos e que representavam venerandos padrões de antigas glórias nossas. Sob pretexto de que era assaz dispendiosa a sua conservação, perdíamos desta arte Alcácer e Arzila, Safim e Azamor.
D. João III, a quem Portugal também deve a admissão da Companhia de Jesus, teve de sua esposa D. Catarina (filha de Filipe I de Castela) descendência numerosa mas pouco vividoira. Quem devera suceder-lhe, quando em 1557 as portas do mosteiro de Belém se escancararam a reclamar-lhe as cinzas, seria o príncipe D. Afonso (casado com D. Joana, filha do imperador Carlos V da Alemanha). Falecera, porém, esse presuntivo herdeiro aos 17 anos, deixando sua esposa grávida do príncipe D. Sebastião; e este foi quem veio a herdar a coroa de seu avô D. João III, quando apenas contava 5 anos de idade, sob a regência primeiramente de sua avó e mais tarde do cardeal D. Henrique (irmão do finado monarca).

Publicado por xoao em novembro 14, 2003 09:43 AM
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Afixado por: ZE em janeiro 20, 2004 05:59 PM