D. Sebastião aspirava nada menos que a fundar um grande império à custa do território marroquino. A Índia ficava-lhe lá muito longe; os negócios daquelas remotas paragens prosseguiam, como no reinado precedente, um pouco arrevesados; vultos como D. Constantino de Bragança que encravou na coroa portuguesa mais uma valiosa pérola – Damão, - ou como D. Luís de Ataíde que sabia energicamente conjurar a tempestade quando os mais poderosos potentados da Índia se coligavam para sitiar Goa, Chaul e Chale, - vultos heróicos como esses tornavam-se cada vez mais raros! Seduzia-se, portanto de preferência o monarca ante aquela risonha perspectiva de vêr-se coroado imperador dos dois Algarves de aquém e de além-mar; era essa a ideia fixa daquele desvairado cérebro. Breve lhe proporcionou a fatalidade ensejo para a suspirada expedição. Dissenções íntimas entre dois príncipes marroquinos induziram D. Sebastião a realizar a jornada de África. Jornada foi essa em que a derrota de Alcácer-Quibir sepultou tristemente nas suas ruínas aos 4 de Agosto de 1578 o temerário monarca e juntamente com ele a flor da fidalguia e do exército português.
Era a independência nacional que expirava nos areais africanos. Faltava só quem a amortalhasse e a sepultasse! Para isso lá estava o cardeal D. Henrique. Ninguém mais talhado que ele para entoar-lhe funebremente o Requiem!
mas ele morreu de facto!
então não continuamos á sua espera!
numa manhã de nevoeiro?
se calhar estou atrasado.