novembro 18, 2003

Crise dinástica (1ª parte)

De resto, numerosa era a coorte dos que se apresentavam como aspirantes ao trono português. De encontro às pretensões do rei castelhano (que aduzia em seu favor ser neto de el-rei D. Manuel, cuja filha D. Isabel havia casado com Carlos V de Alemanha) figuravam os seguintes: D. António, prior do Crato (neto do mesmo D. Manuel por ser filho ilegítimo do infante D. Luís e de Violante Gomes); a duquesa de Bragança, D. Catarina filha do infante D. Duarte ( e neta, por conseguinte, também de D. Manuel); o duque de Parma (que por sua mãe, a infanta D. Maria, era igualmente neto do mesmo D. Manuel); o duque de Saboia (neto ainda de el-rei D. Manuel, por ser filho da princesa D. Beatriz de Portugal); e inclusivamente Catarina de Medicis (que pretendia impor-se como descendente de el-rei D. Afonso III e de sua primeira esposa a condessa de Bolonha D. Matilde). Por último, até o próprio pontífice arquitectava direitos ao trono vago, invocando como argumento a dignidade cardinalícia do defunto monarca.

Publicado por xoao em novembro 18, 2003 10:16 PM
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