Foi sua mãe, a varonil rainha D. Luísa de Gusmão, quem briosamente sustentou as rédeas da governação pública. Esta tutela, porém, findava quando o rei entrasse na maioridade, e D. Afonso VI estava longe de corresponder aos encargos inerentes a um monarca sobretudo nas circunstâncias políticas daquela época. Afectado em tenros anos de uma paralisia, que parece ter-lhe deixado certas lesões orgânicas e fisiológicas, inepto e inapto para encarar com seriedade os deveres do cargo em que ia ser investido, comprazendo-se especialmente na companhia de criaturas da mais baixa ralé, com quem folgava em andar de noite pela capital praticando tropelias e arruaças, D. Afonso VI era verdadeiramente vergôntea do tronco ilustre em que se filiava.
E no meio de todas as suas loucuras o que há de inexplicável é ter ele aceitado por ministro e valido o conde de Castelo Melhor, político habilíssimo, sob cuja inteligente administração pôde Portugal afrontar briosamente os ataques contínuos das forças espanholas que não cessavam de disputar-nos este abençoado cantinho.
Saborosas, estas suas velharias ...continue, que eu prometo por aqui continuar a lê-las.
Afixado por: Manuel Azinhal em dezembro 1, 2003 12:39 AMSaborosas, estas suas velharias ...continue, que eu prometo por aqui continuar a lê-las.
Afixado por: Manuel Azinhal em dezembro 1, 2003 12:40 AMSaborosas, estas suas velharias ...continue, que eu prometo por aqui continuar a lê-las.
Afixado por: Manuel Azinhal em dezembro 1, 2003 12:40 AM