dezembro 06, 2003

D. João V (2ª parte)

Podia agora D. João V dar largas às suas tendências pacíficas e artísticas. Exageradamente propenso ao fausto e à magnificência, consumiu quanta riqueza lhe forneciam as minas do Brasil em obras que, embora de grande lavor e merecimento, umas úteis, outras simplesmente aparatosas, assas atestam a prodigalidade do monarca, tais são: o Aqueduto das Águas Livres, o Convento de Mafra e a Capela de S. João Baptista no templo de S. Roque (em Lisboa). Ao seu reinado pertencem igualmente a criação da Patriarcal, em que se esbanjaram grossos cabedais, e a instituição da Academia Real de História. A sumptuosidade que revelou na realização destas fundações, algumas das quais denunciavam mais que tudo a sua vaidade e o seu orgulho, deveu D. João V o cognome de Magnífico, - assim como deveu ao oiro, com que profusamente mimoseou o pontífice, o título de Fidelíssimo para si e para os subsequentes reis de Portugal.

Publicado por xoao em dezembro 6, 2003 07:20 AM
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