dezembro 14, 2003

Invasões francesas

Assim, quando Napoleão se lembrou em 1807 de proclamar a deposição da dinastia de Bragança e mandou invadir Portugal pelo exército de Junot, o príncipe regente não encontrou alvitre senão o de fugir com a corte para o Rio de Janeiro deixando os seus súbditos entregues à mercê dos franceses.
Se brilhante de heroicidade foi essa quadra para Portugal que afinal conseguiu livrar-se dos invasores, expulsando Junot em 1808, e resistindo à invasões sucessivas, de Soult em 1809, de Massena em 1810, - a seus próprios recursos o deve e a seu patriotismo secundado pela cooperação dos Ingleses, nossos aliados. Ao príncipe, não; ao príncipe só deveu o mais triste exemplo de egoísmo e cobardia.
Terminada a campanha peninsular, começaram a sentir-se na atmosfera uns vagos frémitos de aspirações liberais, reminiscência ainda dos ecos simpáticos qe a revolução francesa de 1789 tinha despertado nas almas generosas.

Publicado por xoao em dezembro 14, 2003 08:50 AM
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