Simultaneamente rebentava em Pernambuco uma revolução no sentido separatista, revolução que o governo do Rio de Janeiro sufocou em ondas de sangue.
Pouco tardou, porém, que as ideias liberais acabassem por triunfar do despotismo, para alguma coisa haviam de servir os exemplos das gloriosas revoluções de Cadiz e Nápoles! A revolução que rebentou no Porto aos 24 de Agosto de 1820, em prol do regime constitucional por que os liberais anelavam, achou pronta adesão na capital do reino.
Foi então que D. João VI julgou prudente regressar à metrópole, deixando por lugar- tenente no Brasil o príncipe D. Pedro, primogénito dos dois filhos varões que ora lhe restavam. El-rei jurou em Lisboa a Constituição redigida pelas cortes; mas de efémera duração foi esse estado de coisas, porque logo em Maio de 1823 triunfou a contra-revolução capitaneada pelo infante D. Miguel (o mais novo dos filhos de D. João VI) e o despotismo tornou a assentar-se no trono com todos os seus inauferíveis direitos.