dezembro 22, 2003

D. Miguel

Entretanto emancipava-se o Brasil da tutela metropolitana, arvorando-se em império independente, e arrastando neste movimento o príncipe real D. Pedro, a quem proclamava imperador. Em 1825 reconhecia D. João VI a independência desse novo império; e no ano seguinte baixava à sepultura deixando como regente do reino a infanta D. Isabel Maria, sua filha.
D. Pedro, imperador do Brasil, a quem por morte de seu pai tocava a coroa de Portugal, abdicou-a na princesa D. Maria da Glória, a primogénita da numerosa prole havida em seu primeiro consorcio com D. Carolina Josepha Leopoldina (filha do imperador d’Austria, Francisco I), outorgou aos Portugueses uma Carta Constitucional, e cuidou de conciliar desinteligências futuras ajustando o consorcio da infantil rainha que apenas contava ora sete anos de idade com o infante D. Miguel, que então residia em Viena de Áustria. Combinou-se mais que D. Miguel durante a menoridade da sua futura consorte assumisse a regência do reino sob o regime constitucional da Carta assinada por D. Pedro.
D. Miguel, porém, quando regressou ao reino em 1825, acedendo aos conselhos de seus amigos e partidários, tratou de colocar sobre a própria cabeça a coroa da sobrinha, dissolveu as câmaras, e reuniu novas cortes adrede constituídas por gente de sua feição que o proclamaram rei absoluto.

Publicado por xoao em dezembro 22, 2003 04:46 PM
Comentários

Prestes a chegar a bom porto, a tripulação do "Maritimo" não deixa de enviar votos de um Natal Feliz e Próspera navegação de Ano Novo a todos os marujos da fina flor da nossa frota que regularmente encontra no alto-mar virtual. Buzinadelas marítimas ao nobre "Velharias"! :-)

Afixado por: João Vaz em dezembro 24, 2003 12:01 PM

Obrigado!

Um Bom Ano!

Afixado por: João Sarmento em dezembro 26, 2003 10:14 PM