O professor holandês, Max Euwe, arrebatou-lhe em 1935 o título, vencendo-o pelo score mínimo de 15,5 a 14,5, mas em 1937 é forçado a devolver-lho depois de em 30 partidas ter perdido 11, ganho 6, e empatado 13. Alekhine é novamente campeão do mundo, título que até hoje conserva.
Fala-se num próximo match entre Alekhine e Capablanca, no qual será posto em jogo o título de campeão mundial que decerto não foi ainda por ninguém usado com tanta propriedade, como pelo invulgar e excepcional mestre que Portugal acaba de ter a honra de receber.
A bibliografia xadrezística nacional é pobre. Que esta pequena obra sem pretensões, possa contribuir para a difusão do rei dos jogos são os nossos desejos.
A parceria António Maria Pereira que editou pela primeira vez em Portugal uma obra sobre xadrez, (o Jogo real, de A. Ansur), mais uma vez presta a sua colaboração editando este simples trabalho, que outro mérito não possui, senão o de marcar uma data histórica para o Xadrez Nacional: a passagem pelo nosso país, do maior mestre de todos os tempos – o campeão do mundo Dr. Alexandre Alekhine.
Alfredo Araújo Pereira