Meu V. De Castro,
Eu imagino quantos favores terás feito à minha A. Augusta. É possível que ela tenha dinheiro insuficiente; presta-lhe o que for necessário.
Anima-a, e assevera-lhe que não corre risco algum em Lisboa.
Estou doente há dias; apenas posso com a cabeça.
Espanta-te do infortúnio do teu amigo; mas crê que o amor desse anjo é sobeja indemnização. Adeus. Apressa a vinda dela; eu vou esperá-la ao Carregado, se não piorar.
Teu do coração
Camilo Castelo Branco
Publicado por xoao em março 9, 2004 03:15 PM