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E depois. sr. Presidente, havia alguma coisa de grande e de superiormente distinto neste passo para as almas elevadas! É que o sr. Ministro da Justiça vinha desavexar e desoprimir o pensamento de todos quando palpava e sentia pelas próprias dores o acervo das agonias fundas que estalam dentro de quem traz o pensamento e a ideia presos e escravos de uma vestidura inconsútil! - E por isso hão-de repetir-se os aplausos públicos da pátria diante do homem que rasga a sua carreira governativa por tão grande clarão, e, colhendo de suas próprias saudades tão sazonados frutos de prosperidade pública, vem dizer à imprensa do seu país: “usa e não abuses do teu direito”, frase que vale uma síntese cheia de brilho e de verdade, em que o sr. Sá Lampreia, um dos mais brilhantes oradores desta casa, e meu velho colega e amigo, resumiu precisa e categoricamente tudo quanto é e tudo quanto vale a proposta do nobre ministro, sobre a qual eu passo a expor clara e despretenciosamente a minha opinião.
Liberdade absoluta na manifestação do pensamento; inteira responsabilidade pelo abuso; definição clara e categórica da ordem de jurisdição e da natureza do processo a que esse abuso deve ser sujeito; eis os três pontos culminantes deste projecto, e que obrigam o meu apoio. Diante da liberdade amplíssima da manifestação do pensamento, também eu me curvo, e pondo as minhas homenagens ao lado das homenagens do mundo inteiro.
Liberdade de pensar ou direito de pensar; liberdade de falar, ou direito de falar; liberdade de escrever, ou direito de escrever, são causas julgadas, são direitos naturais; não se discutem, porque vêm de Deus, e nem o incenso da minha apoteose poderia servir-lhes senão de lhes empanar o brilho, porque subia de um turíbulo de barro!.
(Continua...)